domingo, 1 de maio de 2011

O Salão dos Passos Perdidos

O livro "O Salão dos Passos Perdidos", depoimento de Evandro Lins e Silva ao CPDOC, está disponível na íntegra on line na estante virtual do portal do próprio CPDOC-FGV. Vale conferir

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tentando motivar os concurseiros iniciantes desesperançosos


Tentando motivar os concurseiros iniciantes
desesperançosos



Nome.......................:


Cidade.....................: Guarulhos/SP
Início dos estudos......: Janeiro de 2006
Aprovação................: Agosto de 2009, ICMS/SP - 44º lugar - TI
Outras aprovações.....: DECEA (8º lugar/SP/2009); Escrevente Judiciário TJ/SP (387º lugar/2007); Oficial de Promotoria/SP (223º/2006)

Tudo começou em 2005, quando fui demitido e virei concurseiro. Lembro-me que estava totalmente perdido, pois estava começando num mundo totalmente diferente, do qual eu não sabia nada, com uma sensação de insegurança enorme, sem saber se teria sucesso, com mil dúvidas, etc, etc, etc. Assisti a uma palestra num destes cursinhos voltados para concurso público (era dezembro de 2005) e ouvi uma frase que aconselho que gravem e nunca se espeçam: “Concurso você não estuda pra passar , estuda até passar”.
Pense que você está entrando, neste momento, no final de uma fila que tem milhares de concurseiros mais bem preparados à sua frente. A cada concurso, esta fila andará. Para chegar a sua vez, você não poderá sair dela. A cada concurso, os mais bem preparados certamente passarão, e certamente, se você não se desanimar, sua hora chegará. Apenas como exemplo, eu prestei quatro concursos para a área fiscal: o primeiro foi no de Técnico da Receita Federal (se não me engano, a prova foi em março de 2006), e neste concurso, eu nem fui classificado, pois não cheguei a fazer nem os mínimos necessários. Mas não desisti. Logo em seguida (se não me engano em maio de 2006), prestei para Auditor da Receita do Estado de São Paulo (vulgo “Auditor do ICMS’) e fiquei na colocação 1700 e tralalá. No mesmo ano (acho que em setembro/2006), prestei para Auditor do ISS do Município de São Paulo, e fiquei na posição de número 998. E som ente agora em 2009, consegui passar no Auditor do ICMS – área de TI, na 44ª posição.

Tenha um objetivo fixo

Chamo a atenção para a importância de se ter um objetivo quando se começa a estudar: “O que eu quero ser? Que cargo público eu almejo? Quanto eu quero ganhar? Com que quero trabalhar?”. Pesquise bastante antes. Depois, mãos à obra, que a caminhada será dura. Quais são as vantagens?
economia de tempo,à dinheiro, canalização do esforço, etc;
sensação de se “estar perdido” noà meio de vários editais de concursos que estão sendo abertos é menor;
asà matérias dos concursos da área fiscal (caso opte para esta área) são mais ou menos as mesmas em vários certames (ISS, ICMS, Receita Federal,) logo, seu estudo poderá ser aproveitado em vários con cursos.

Eu aconselharia a quem vai começar a se preparar para a área fiscal a estudar muito, mas muito mesmo, as seguintes matérias:
Língua Portuguesa
Direito Tributário
Contabilidade Geral
Contabilidade Avançada
Direito Administrativo
Direito Constitucional
Contabilidade de Custos
Análise de Balanços
Auditoria

Se você quiser ICMS, estude muito, mas muito mesmo, mais a seguinte matéria: Legislação do ICMS do Estado de São Paulo.

Se você quiser Receita Federal, estude muito, as seguintes matérias: Direito Previdenciário e Comércio Internacional.

Estude as seguintes matérias, independente de ser Receita Federal ou ICMS:
Economia
Finanças Públicas
Matemática Financeira
Estatística
Inglês
Raciocínio Lógico
Administração
Administração Pública
Direito Penal
Direito Civil
Direito Comercial
Informátic a Básica
Atualidades (só costuma cair para ICMS)

Aqui abro um parênteses para dizer que SEMPRE os concursos/bancas mudam o conteúdo programático/prova de um certame para o outro. Por exemplo, no concurso do ICMS de 2009 (recente), foram 20 questões de Rac. Lógico valendo 1 ponto cada uma, ou seja, um peso considerável em comparação à composição da prova (sugiro que peguem as provas e tirem suas próprias conclusões). A intensidade desta mudança costuma variar de banca para banca e de concurso para concurso justamente para “pegar” os candidatos de “surpresa” e derrubar a nota de corte. Afinal, imaginem se todos os concursos fossem iguais uns aos outros? Não teria graça nenhuma, não é mesmo? Outro exemplo que cito: no concurso da Receita Federal cuja prova será em Dezembro próximo, haverá uma segunda fase discursiva (o que nunca teve). Ou seja, as bancas costumam “inventar” sempre, ora tirando umas matérias, ora acrescentando outras, ora mudando o peso de umas, ora diminuindo de outras, ora aumentando número de questões de determinado assunto, ora diminuindo, e por aí vai, Mas no geral, consideraria as matérias que descrevi no primeiro grupo (acima) como importantíssimas, e as do segundo grupo, como importantes.
Para suas próprias conclusões, sugiro mais uma vez que pesquisem provas de concursos anteriores para “sentirem” como “funciona” mais ou menos cada banca. Quanto ao conteúdo programático de cada matéria, sugiro que vejam os editais anteriores dos respectivos concursos.

Prestando vários concursos
Outra dica importante é prestar vários concursos, mesmo que não seja aquele que queremos (aquele que seja nosso objetivo alcançar). Por exemplo: não é sempre que se tem concurso para ICMS ou Receita Federal (costumam, em média demorar 2 anos). Ora, você ficará 2 anos sem prestar nenhum concurso? Imagine-se como um jogador de futebol que está se preparando para um jogo importante: se ele estiver sem ritmo de jogo, sem treinar, etc, como será o rendimento dele? A mesma coisa vale para um concurseiro. Sei que é difícil acordar cedo num domingo de frio ou sair à tarde num domingo que terá jogo na televisão, para prestar um concurso que nem ao menos queremos, mas se escolheu este caminho, aconselho-o a fazer isto. Eu mesmo, nestes anos de preparação, devo ter prestado uns 40 concursos (lógico que a maioria eu não estava nem aí para querer entrar), mas eles foram importantíssimos para o meu sucesso. Cito vários motivos para tal comportamento:



nada substitui a pressão da provaçào


mesmo que tenha matérias “nada a ver” comparado com o concurso que você quer, certamente terão matérias que cairão no concurso para o qual você está se preparando a longo prazo (por exempo, Língua Portuguesa, Inglês, Raciocínio Lógico, Direito Administrativo, Direito Constitucional), e nada melhor do que um “treino em tempo real". Uma das melhores coisas neste meu caminho foi prestar provas, errar as questões, e depois de sair o gabarito oficial, saber o que errei e principalmente, entender o porque, buscar nos livros a fundamentação teórica para o gabarito, enfim, “correr atrás”. Esta é a melhor forma para não se cometer mais os mesmos erros, pq “sob pressão”, nosso cérebro fica mais condicionado e com isso, dificilmente se cometerá o mesmo erro novamente. Você verá, a cada concurso prestado, que a quantidade de acertos tende a aumentar cada vez mais.
fazer concursos lhe preparará tanto física quantoà psicológicamente, afinal, ficar sentado numa cadeira durante 4 ou 5 horas é extremamente cansativo;
a questão da motivação: conforme você forà estudando, seu rendimento tende a melhorar, e conseqüentemente, sua colocação tende a ser cada vez melhor nos concursos. Isto é tão, mas tão motivador, que fará com que você sinta mais vontade ainda de estudar, e isto só ajudará. Mas e se você for mal nos concursos? Bem, neste caso, EXCELENTE oportunidade para você verificar aonde errou, fazer um replanejamento, acertar o rumo e seguir em frente.
você adquire “estratégia de prova”, saberá o quanto precisaráà correr com tal matéria para dar tempo de “fechá-la”, sentirá vontade de ir ao banheiro, sentirá o “silêncio” da sala, aprenderá a preencher o gabarito definitivo de forma mais rápida, aprenderá a não passar questão certa para o gabarito definitivo de forma errada (o que mata qualquer um), verificará quais matérias precisa estudar mais, quais matérias já pode estudar menos (sim, acredite, isto também irá acontecer). Enfim, acho que uma das melhores ferramentas para um concurseiro é fazem muitas provas.

Cuidado com os boatos de concurseiros
Você ouvirá “muita merda”, mas muita mesmo, a respeito de concurso: que tal vaga é comprada, que tal prova virá assim, que um primo do colega do vizinho do padeiro que é casado com a filha da sua tia prestou tal concurso e aconteceu não sei o que, etc, etc, etc....por isso, saiba separar o joio do trigo. Principalmente em cursinhos preparatórios para concurso público você verá muitas pessoas assim, que adoram “aterrorizar”. Até é compreensível, afinal, muitos estão a anos se preparando e não passam, outros só estudam (largaram inclusive emprego só para estudar para concurso) e é lógico que a tendência, nestes casos, é se criar “um clima”. Não estou falando que todos nestas condições fazem isto, mas tome cuidado. Outra dica também é conversa em dia de concurso. Cada um tem uma história, “todos já passaram em algum concurso mas não quiseram ir”, todos acharam uma prova de concurso anterior extremamente fácil, etc, etc, etc. São os contadores de vantagem, geralmente gente insegura, que para se auto-afirmarem, contam estas coisas. Tome muito cuidado com isto. Eu, já sabendo disso, até “puxava assunto” com as pessoas, mas apenas para me divertir. Lógico que você também encontrará pessoas centradas, mas é muito raro.

Abrindo mão das coisas de que gosta
Outra coisa da qual preciso falar, é sobre do que você está disposto a abrir mão para atingir seu objetivo. Por exemplo, é lógico que se você escolher um concurso menos concorrido, provavelmente você não precisará abrir mão de tanta coisa assim para alcançar o que você quer. Mas quanto “melhor” for o cargo que escolher, mais concorrido será o concurso. Logo, provavelmente, você precisará estudar um pouco mais para poder passar, e para isso, precisará de mais tempo, e se verá na condição de ter que escolher entre um belo sábado de Sol para passear com os amigos ou estudar, ficar até tarde na cama ou acordar mais cedo para estudar, dormir cedo ou ficar até mais tarde estudando, assistir ao jogo do seu time preferido na TV (no meu caso, o Corinthians...ehehehehehehe) ou estudar, ir com a namorada, a esposa, a noiva ao shopping num sábado à tarde ou estudar, jogar bola com os amigos ou estudar; etc, etc, etc.
Lógico que eu, como todos, também adoro fazer estas coisas gostosas que todo mundo gosta, e o que me ajudou a escolher entre ficar estudando a fazer estas coisas gostosas, era pensar em como seria no momento em que eu pudesse fazer todas estas co isas sem precisar mais estudar e fazendo o que eu gosto, no cargo que eu escolhi. Não é que você terá de largar tudo só para estudar, mas terá que se preparar para abrir mão de muita coisa que gosta se quiser passar num bom concurso. Sobre este aspecto, é importante ter em volta pessoas que lhe apóiem sobre esta sua decisão, de lhe dêem tranqüilidade para estudar, enfim, que compreendam o caminho que você escolheu e lhe ajudem, ou ao menos, não lhe atrapalhem.

Obtendo apoio dos familiares/amigos
É bem difícil, principalmente para quem larga trabalho para só estudar, obter apoio dos familiares e amigos. Eu mesmo tive que ouvir algumas coisas antes de obter minha primeira aprovação. Antes dela, ouvia principalmente que concurso era carta marcada, que tudo era movido a fraude e compras de vagas. Depois que passei, não ouvi um piu. Abro aqui um parenteses para dedicar à minha esposa a nossa vitória, pois se não fosse o apoio recebido, princ ipalmente no começo, quando eu só estudava e ela saia para trabalhar, com certeza eu não teria passado até hoje, visto que foi 1 ano e 7 meses assim, até que eu voltasse para o mercado de trabalho. Escrevo isto aqui para que você, que não está tendo o apoio de sua esposa, chame-a para ler este trecho do depoimento.
No começo ela ficou meio reticente, me aconselhando a continuar a trabalhar, mas me dizia que se eu resolvesse estudar, que teria todo o apoio dela. Isto só me deu mais vontade de estudar e de passar logo para que ela pudesse colher os louros desta vitória, que a ela dedico. Se você é casado, saiba que este projeto tem que ser da família, senão você ou não passará ou acabará com o seu relacionamento.

Cursos Preparatórios para Concursos
Caso você não tenha nenhum conhecimento sobre concurso, sugeriria fazer um cursinho estilo “pacotão fiscal” destes que existem por aí. Eu fiz um de péssima qualidade (só fui percebe r isto bem depois, qdo fui entendendo melhor o mundo dos concursos), mas por motivos óbvios, não o citarei aqui. Caso alguém queira saber de algum bom, mandem-me uma MP e no campo “assunto”, coloquem “Depoimento no FC” (por causa dos Spams e vírus) que se tiver ao meu alcance, terei o prazer em ajudar. Várias pessoas dizem que não vale a pena fazer estes cursos estilo “pacotão”, mas para quem está começando do zero (e apenas nesta condição), eu aconselharia.

Qual é a maior qualidade de um concurseiro?
Se me perguntarem qual é a maior qualidade que um concurseiro deve ter: inteligência ou disciplina/esforço? Respondo que é disciplina/esforço, para a revolta de muitos. Acredito sinceramente, que se você tiver disciplina e conseguir estudar sistematicamente, sem se desanimar, a barreira da “inteligência” não existirá após algum tempo. Na verdade, nós, seres humanos, salvo raras exceções, somos mais ou menos “nivelados". Basta olhar em nossa volta. O que existe, é falta de oportunidade para muitos. Isto é assunto que rende muita discussão, e não faz parte do objetivo deste depoimento. O que eu quero dizer e que serve para quem vai prestar concurso é que se você for esforçado e determinado, você aos poucos vai adquirindo “inteligência” e quando menos imaginar, estará num nível que nem você mesmo acreditaria que estaria um dia.

Só depende de você
Outra coisa que me motivou muito, mas muito mesmo quando comecei a estudar para concurso foi ouvir que só dependia de mim, passar em concurso. Explico: se você quer receber uma promoção, não depende somente de você, correto? Se você vai fazer uma entrevista para um emprego, também não depende só de você para conseguir a vaga. Já o concurso público, só depende de você conseguir qualquer cargo que você quiser. Repito: QUALQUER cargo que você quiser. Só vai depender da sua preparação, da sua quant idade de estudo, de quanto você estará disposto a lutar para conseguir passar. Acho (agora isto é pensamento meu) que concurso é tão democrático quanto a morte, pois a morte não escolhe dinheiro, não escolhe berço, não escolhe idade, não escolhe nada, quando chegar sua hora, já era. A mesma coisa concurso: se você se preparar, tiver estudado muito, VOCÊ vai entrar, não o executivo que fala 4 línguas e estudou no “Colégio XYZ”, pq se ele não estiver preparado, não adianta, ele NÃO VAI ENTRAR. A VAGA É SUA. E com o tempo, você vai perceber que vai atingir um nível tão bom de estudo (vai ficar tão fera) que você vai ESCOLHER qual concurso que você quer.

Se precisarem falar comigo...
Quem quiser tirar mais alguma dúvida, se eu puder ajudar, mande-me uma MP aqui, me acharão como “Robson Garcia”.

Bom, é isso. Espero ter ajudado e ...
Projeto a longo prazo
Geralmente, concurso é projeto a longo prazo. Raram ente passa um ou outro que fez ITA, Harvard, etc...mas isso é exceção. A maioria tá ralando há muito tempo pra poder passar.
Eu sei que a ansiedade para passar logo é muita, mas a realidade é esta. Estudo a longo prazo e aprovação na certa.

Meus horários de estudo
Qdo comecei, em 2006, só estudava. Eu acordava cedo, por volta de umas 05:50 e levava minha esposa para trabalhar, qdo voltava, era mais ou menos 07:00 horas. Aí eu tomava café com minha mãe e começava a jornada de estudo por volta de umas 07:45 e ia até umas 12:00, qdo eu ia buscá-la novamente na escola onde ela dá aula. Almoçávamos, por volta de 12:45 e por volta de 01:30 eu voltava a estudar. Às vezes eu conseguia estudar direto até umas 19:30 direto (paradas só para ir ao banheiro, beber água, etc). Aí parava pra tomar banho, jantar, etc...e voltava a estudar umas 21:00 e ia até umas 23:30 ou 00:00 horas, às vezes eu tinha que tirar um cochilo à tarde, mas não era muito (uns 30 minutos), minha esposa que controlava o horário (eu pedia para ela). Foi assim até agosto de 2007, qdo tive que voltar a trabalhar, já que não passava em nada. Aí fiquei sem estudar de agosto de 2007 até março de 2008, neste emprego, até ser chamado no TJ de São Paulo, cargo que estou por enquanto, até assumir o de Fiscal de São Paulo.
Qdo comecei a trabalhar no TJ, voltei com tudo a estudar. Minha esposa começou a ir sozinha de carro. Eu me levantava junto com ela, abria o portão, ela saía e eu começava a estudar e ia até 10:25 (cravado), me trocava rapidamente e ia para o trabalho (entro às 11:00). Saía às 19:00, chegava umas 19:40, tomava banho, jantava, 21:00 estava estudando novamente e ia até umas 00:00 horas. Foi assim de março de 2008 até a prova, em agosto de 2009. Procurei tirar minhas férias perto de qdo saiu o edital (aí eu estudei muito, só parava para almoçar, jantar e tomar banho). Qdo chegou a época da prova ( 1 ou 2 dias antes), estava arrebentado, não conseguia mais assimilar muita coisa, mas com a sensação do dever cumprido, tranquilo, SEGURO.

Baixos durante a preparação
Lógico que durante a preparação, tive picos de desânimo, estresse, descrença, tudo isso. Cada um reage de uma forma. Eu às vezes durmia mal, sentia falta de ar, estas coisas, tudo por causa da ansiedade, mas isto é uma coisa com que os concurseiros têm que aprender a lidar. Encare isto como parte do jogo. Ou seja, um bom concurseiro, além de ser um bom estudante, tem que ter preparo psicológico para suportar as adversidades.

Fuja das aspostilas
Qto aos métodos de estudo, FUJA das apostilas. NÃO AS UTILIZE. Estude somente por LIVROS. Eu demorei um ano para perceber isto, mas qdo comecei a fazê-lo, meu rendimento subiu 100%. Procure fazer muitos exercícios (existem muitos livros com exercícios comentados também, que são excelentes). Isto é excelente para fix ar a matéria (desde que vc procure ENTENDER o que errou). Fuja de decoreba. Decoreba esquece mesmo.

Como eu estudava
Eu fazia assim: pegava a teoria e lia, depois fazia os exercícios. No começo dos estudos, eu fazia assim por capítulos, depois, com o avançar dos estudos, eu comecei a ler TODA a teoria e fazia TODOS os exercícios de cada matéria, para ver se estava conseguindo fixar a matéria e para fixar a teoria, ver o que mais eu precisava estudar (comparava meu nro de acertos x erros, via o que errava mais, o que errava menos, o que precisava estudar mais, o que eu nem precisava mais perder tanto tempo, etc, etc, etc). Também lia um capítulo ou dois e tentava fazer os exercícios. Mas isso dependia muito de se eu tinha ou não dificuldade da matéria. Terminada uma matéria, eu partia para outra, e depois para outra, até voltar novamente naquela que havia estudado primeiro. Mais ou menos eu tentava intercalar uma matéria mais de "teoria" (os d ireitos), com uma mais "diferente" (contabilidade, raciocínio lógico, economia, etc).
Eu procurava estudar mais:
1-as que mais caíam ou as que tinham peso maior;
2-depois, as que ainda estava "vendo" que precisava estudar um pouco mais (baseado geralmente no nro. de erros que cometia).
3-não perdia muito tempo estudando matérias de pouco peso (matem. finan, estatística), não estudava como estudava Tributário, por exemplo (estas matérias - matem. finan e estatística, eu estudava para acertar apenas o mínimo ou para não ser um DESASTRE nestas matérias.

Lista de livros que utilizei com os comentários de cada um
Tenho a lista de livros que utilizei durante a minha preparação.


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Boa sorte !





Forte abraço e bons estudos.



HENRIQUE CAMPOS

Msn: henriquepsc@hotmail.com

E-mail: henrique.concursos@yahoo.com.br

Twitter: @HC_Concurseiro

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

INVENTARIO

Para o caso do inventário administrativo (via cartorio):


REQUISITOS: - consenso entre os herdeiros, inexistencia de interesses de menores ou incapazes, presença de advogado ao ato, inexistencia de testamento.

PRAZO: - 60 (sessenta) dias a contar da data da abertura da sucessão - art. 983 CPC.

1) docs do de cujus: RG,CPF, cert de obito, cert de casamento- se casado - (ambas atualizadas ate 90 dias) e escritura de pacto antenupcial (se houver), certidao do colegio notarial do brasil comprovando inexistencia de testamento (http://www.colegionotarialsp.org.br/), certidao negativa conjunta da receita federal e procuradoria geral da fazenda nacional.

2) docs do conjuge, herdeiros e respectivos conjuges e do administrador provisorio: RG, CPF, informacao sobre profissao, estado civil, endereço (qualificação), certidao de nascimento, cert de casamento dos conjuges (atualizadas ate 90 dias).

3) Docs do advogado (a) : carteira da OAB, informação sobre estado civil, e endereço (qualificação);

4)) docs dos imoveis: - urbano: orginal ou copia autenticada da certidao negativa de onus do cartorio de reg de imoveis (atualizada ate 30 dias), carne de iptu, certidao de tributos municipais incidentes sobre imoveis, declaração de quitação de debitos condominiais.

- rurais: via orginal da certidao negativa de onus expedida pelo cartorio de reg de imoveis atualizada (30 dias), copia autenticada da declaracao de itr dos ultimos cinco anos ou certidao neg de debitos de imovel rural emitida pela secretaria da receita federal - min da fazenda, CCIR - certificado de cadastro de imovel rural expedido pelo incra.

-Informação sobre bens, dividas e obrigações, descrição da partilha, indicação do administrador provisorio e pagamento do ITCMD.

5) Bens moveis: documentos de veiculos, extratos de ações, notas fiscais de bens, joias, etc.

- Docs apresentados em originais ou copias autenticadas, salvo os documentos de identidade, que devem ser originais.

- o Advogado comparece e assina a escritura como assistente juridico das partes, não sendo necessaria a exibição de procuração ou petição.



"promessa de compra e venda". O que o Código está dizendo é o seguinte: que antes, alguns contratos, inclusive este que você menciona, gerava apenas um direito obrigacional, ou seja, se quem lhe prometeu vender, não fizesse a escritura definitiva, só lhe restaria a via indenizatória de perdas e danos, não havia a obrigação de "passar a escritura". Hoje, esse tipo de contrato tem "eficácia real", ou seja, uma vez quitada todas as prestações, pode se obrigar o vender a lhe passar a "escritura definitiva", caso não o faça de forma espontânea, usa-se a via judicial, mas não pode simplesmente ir até um cartório e fazer o registro imobiliário só de posse deste documento de "promessa de compra e venda

fONTE -
http://forum.jus.uol.com.br/57050/

sábado, 21 de agosto de 2010

DESCOBRIR MINHA VOCAÇÃO = DEFENSORA PUBLICA

DEFENSORA PUBLICA - DESCOBRIR MINHA VOCAÇÃO =

Pra mim não é só a questão financeira, e a famosa “estabilidade" é Vocação mesmo





Vejam esta excelente matéria produzida pelo Jornal Hoje, que fala exatamente sobre o assunto:
http://www.youtube.com/watch?v=IbEhs3bDyDQ


Segundo o dicionário, vocação significa escolha, predestinação, tendência, inclinação, talento e aptidão, enquanto que profissão significa ofício, emprego, ocupação. O que podemos concluir que para desempenhar uma função, emprego ou ocupação pública com esmero, a vocação seria de vital importância para que o servidor pudesse gerar prazer, realização e satisfação pessoal, sem correr o risco de futuras frustrações e arrependimento pelo cargo escolhido.



um ótimo cargo com uma boa remuneração, não é e nunca será sinônimo de sucesso e felicidade


É necessário ao ingressar na carreira pública que o prazer pessoal, a realização profissional venham atrelados às necessidades pessoais

realizado com um mínimo de responsabilidade e dedicação, a fim de que o seu resultado final seja benéfico para todos.


"Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida" (Freud)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ROMANOS 8

OI!

Estava com um irmão no msn ao mesmo tempo que lia o capítulo 8.
uns quinze anos de casado, eram diáconos na nossa congregação, casal bonito, guerreiro de oração, aliançado ao ministério, chegando até a ofertar suas alianças para o ministério, chegou a viajar para jerusalém, voltou cheio de espectativas sobre seu futuro...
Derrepente, foi demitido do emprego, a esposa o abandonou, está sozinho, e saiu da congregação...
Já viram este filme, por aí?

Lí alguns versículos de romanos 8 para êle!
Como é linda a palavra de Deus...

...nossos sofrimentos atuais não são para comparar com a glória futura...
... Sabemos que Deus age em TODAS as coisas (as boas e as más) para o bem daqueles que o amam...
... se Deus é por nós, quem será contra nós?...
... Quem nos separará do amor de Cristo, será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?...
... Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou...

Foi o que fui escrevendo para ele, durante o diálogo...
A Palavra não precisa de interpretação, ela é direta, é absoluta... é linda...

O que me chama a atenção é o versículo 37 que diz que somos mais que vencedores.

O que é ser mais que vencedor?

Eu me lembro do estilista canavalesco "Clóvis Bornay", das décadas de 80-90.
No concursos de fantasisa de carnaval, êle sempre ganhava, pois suas fantasias eram sempre as mais caras, as mais bordadas, as mais sofisticadas, as mais pesadas.
Como ganhava sempres e seguidamente, os outros concorrentes desanimaram.


Criaram então um prêmio chamado "Hors concours" (leia-se "ór concur").
O Sr. Clóvis era um "mais que vencedor", as suas fantasias não entravam no concurso, pois êle ganhava sempre.

Isto, para mim, é ser mais que vencedor!

Nós ganhamos sempre, mas não só porque Jesus ganhou por nós, mas porque êle nos capacita a sermos maiores do que as dificuldades, maoires dos que os medos, maiores do que os sofrimentos, maiores do que os demônios, maiores do que o pecado!

Pensem nisto, enquento lhes digo

Graça e paz!

OMAR

domingo, 1 de agosto de 2010

TAPETE VERMELHO




A PORTA representa a posse, objetivo final dos concurseiros sérios, entrada para uma vida melhor, mais próspera, farta e tranquila.

O TAPETE VERMELHO representa, por sua vez, conquistar a posse de forma honrada, sem trapaças, fraldes ou indicações, ou seja, entrar no serviço público pela porta da frente, triunfante, de cabeça erguida, sem "rabo preso".

A ESCADA representa a luta do concurseiro solitário até atingir a posse. Os degraus são cada fase da vida concurseira que tem de ser conquistada, as dificuldades que precisam ser vencidas.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

SEU NOME É SUA MARCA

QUEM VOCE É, DEIXA MARCA

Um Marca para o resto da sua vida
A construção de uma Marca Pessoal é para toda a vida




Quando o “seu dia” chegar, ficará presente a imagem e a marca que você construiu durante toda a sua vida. Se ela foi bem construída, preservará sua boa imagem por muitos anos ainda, porém se ela não for boa, essa imagem será negativa e Sua Marca será esquecida. Como herança para seus filhos você poderá deixar dinheiro, conhecimento e um Nome, aquilo que modernamente chamamos de Marca, pois afinal de contas
“Seu Nome é Sua Marca!”

LINK PARA AS PROVAS ANTERIORES DA DEFENSORIA

http://www.pciconcursos.com.br/provas/superior

Defensoria Pública do Estado de São Paulo

O Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado de São Paulo (www.defensoria.sp.gov.br), torna público, para ciência dos interessados, que se acham abertas às inscrições para o Concurso Público de Provas e Títulos para o provimento de cargos de Defensor Público do Estado.

Sobre as inscrições:

As inscrições ao Concurso serão realizadas via Internet, endereço eletrônico www.concursosfcc.com.br, de 28 de maio de 2010 até as 14h00 do dia 8 de julho de 2010, (horário de Brasília).
De acordo com o que dispõe o artigo 1º da Lei Estadual nº 12.782, de 20/12/2007, será aceito o pagamento reduzido do respectivo valor da inscrição, aos candidatos que preencham, cumulativamente, que seja estudante, e perceba remuneração mensal inferior a 2 salários mínimos, ou esteja desempregado. O candidato que solicitar a redução do valor da inscrição deverá encaminhar os documentos bem como comprovante do pedido de solicitação de redução do valor da inscrição, disponibilizado para o candidato ao término do pedido de inscrição via Internet, devendo ser postados, de 28 de maio de 2010 a 1 de junho de 2010, via SEDEX ou Aviso de Recebimento (AR), endereçados à Fundação Carlos Chagas (Núcleo de Execução de Projetos - Ref.: Redução do Valor de Inscrição / Defensor Público-SP), Avenida Professor Francisco Morato, nº 1565, Jardim Guedala - São Paulo-SP - CEP 05.513-900.
O valor da taxa de inscrição será de R$ 192,41 no qual já estão incluídas as despesas referentes aos serviços bancários pelo recebimento das inscrições.

Sobre a realização das Provas:

A partir de 15 de julho de 2010, o candidato deverá conferir, no endereço eletrônico da Fundação Carlos Chagas, a regularidade do registro dos dados de inscrição. Detectando irregularidade, o candidato deverá entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Candidato - SAC da Fundação Carlos Chagas (11) 3721-4888 de segunda a sexta-feira, em dias úteis, das 9h00 às 17h00 (horário de Brasília), de posse do comprovante de inscrição devidamente quitado, a fim de que possa regularizar a pendência por ele verificada.

O Concurso compreenderá três provas escritas e uma prova oral, todas de caráter eliminatório e classificatório, realizadas na Cidade de São Paulo, bem como avaliação dos títulos.

A primeira Prova Escrita compreenderá 88 questões objetivas, em forma de testes de múltipla escolha, com cinco alternativas cada um, sobre as seguintes matérias:

a) Direito Constitucional;

b) Direito Administrativo e Direito Tributário;

c) Direito Penal;

d) Direito Processual Penal;

e) Direito Civil e Direito Comercial;

f) Direito Processual Civil;

g) Direitos Difusos e Coletivos;

h) Direito da Criança e do Adolescente;

i) Direitos Humanos;

j) Princípios e Atribuições Institucionais da Defensoria Pública do Estado; e

k) Filosofia do Direito e Sociologia Jurídica.

A Prova Oral consistirá na argüição dos candidatos a ela admitidos pelos membros da Comissão de Concurso, sobre quaisquer temas do programa das matérias.

A primeira Prova Escrita será realizada em data, local e horário a ser posteriormente divulgada, tendo a duração de 4 horas.

Os títulos deverão ser protocolizados no Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado, sito à Rua Boa Vista, nº 103, 7º andar, Centro, São Paulo, das 9h00 às 17h00, no prazo legal definido pela publicação que divulgará a lista dos candidatos habilitados na segunda

Prova Escrita.

O prazo de validade deste concurso será de 2 anos, a partir da publicação oficial de seu resultado, podendo ser prorrogado, por igual período, e uma única vez, a critério do Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado.

OBJETIVO

OBJETIVO
Aquilo que se pretende alcançar
quando se realiza uma ação: Alvo, fim, propósito, objeto
Dicionário Eletrônico Houaiss

DETERMINAÇÃO

DETERMINAÇÃO
Forte inclinação a ser persistente no que se quer alcançar
Dicionário Eletrônico Houaiss

Estou realmente determinada a sair da mesmice !

MOTIVAÇÃO

MOTIVAÇÃO
AÇÃO
REAÇÃO
Provocar a - AÇÃO
Deve-se conhecer a Meta
Antes do Percurso
(Satre)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

EDITAL - DEFENSORIA PÚBLICA SP

Direito Penal
Direito Processual Penal
Direito Administrativo
Direito Constitucional
Direito Civil
Direito Processual Civil
Direito da Criança e do Adolescente
Direito Empresarial
Direito Ambiental
Direito Internacional
Direito Humanos


Legislação Penal Especial
Direito Empresarial
Direito Tributário
Direito do Consumidor
Direito Processual Civil
Direito da Criança e do Adolescente
Direito Difusos e Coletivos
Direito da Saúde
Direito da Educação
Principos Institucionais da Defensoria Pública
Filosofia do Direito
Sociologia Jurídica



FILOSOFIA DO DIREITO E SOCIOLOGIA JURÍDICA
1. O DIREITO E O TEMA DA JUSTIÇA.
1.1 A concepção platônica da justiça.
1.2 A doutrina da justiça
em Aristóteles.
1.2.1 Justiça como virtude moral.
1.2.2 Justiça universal e justiça particular.
1.2.3 Justiça política e justiça doméstica.
1.2.4 A equidade.
1.3 A doutrina do Direito natural.
1.3.1 O conceito de direito natural.
1.3.2 Direito natural e ciência.
1.4. Hans Kelsen e a Teoria Pura do Direito.
1.4.1 Ciência do Direito e juízos de valor.
1.4.2 A Teoria Pura do Direito e a jurisprudência analítica.
1.4.3 Direito, Estado e justiça na Teoria Pura do Direito.
1.5 Kelsen e a análise do direito como técnica
social específica.
1.6 Kelsen e o problema da validade do direito positivo.
1.7 Kelsen e os temas da causalidade, da retribuição e da imputação.
1.8 A justiça como retribuição. 1.9 Justiça material e
comunicação normativa.
1.10 Senso de justiça e gosto artístico.

2. DIREITO E LIBERDADE.

2.1 A
liberdade como livre arbítrio.
2.2 A liberdade como liberdade de consciência.
2.3 A liberdade como
relação.
2.4 Liberdade e direitos subjetivos.
2.5 A liberdade como possibilidade incondicionada.
2.6
Liberdade e benefícios sociais.
2.7 Liberdade e cálculo de risco.

3. DIREITO E PODER.
3.1 Conceitos e
teorias do poder.
3.1.1 O poder como substância.
3.1.2 As teorias da soberania
3.1.3 As teorias
orgânicas do poder.
3.1.4 O poder como meio de comunicação.
3.2 Poder e codificação.
3.3 O esquematismo jurídico/antijurídico na relação entre poder e direito.
3.4 A legitimidade do poder e o direito.
3.4.1 Legitimidade e procedimento.
3.4.2 Poder e generalização de influência.
3.4.3 Poder e
decisão judicial.
3.5 Estado e dominação em Max Weber.
3.5.1 Os fundamentos de legitimidade da
dominação: a dominação legal, a dominação tradicional e a dominação carismática.
3.5.2 Estado
moderno e burocratização: a burocracia como forma de organização social, as consequências da
burocratização do Estado.
3.5.3 Ética de convicção, ética de responsabilidade e vocação política.

4. O
42
DIREITO COMO CIÊNCIA.
4.1 Max Weber e o problema da significação da ciência. 4.1.1 Ciência,
desenvolvimento da tecnologia e controle da vida. 4.2 As dificuldades de conceituação da Ciência do
Direito. 4.3 O caráter científico da Ciência do Direito. 4.4 Perspectiva histórica da Ciência do Direito.
4.4.1 A jurisprudência romana.
4.4.2 Os glosadores.
4.4.3 O jusnaturalismo moderno.
4.4.4 A Escola
histórica do Direito.
4.4.5 O Positivismo jurídico.
4.5 A decidibilidade como problema central da
Ciência do Direito. 4.6 Os modelos da Ciência do Direito. 4.7 A Ciência do Direito como pensamento
tecnológico.
4.8 A Ciência do Direito como teoria da norma. 4.8.1 O conceito de norma. 4.8.2 O
modelo analítico.
4.9 A Ciência do Direito como teoria da interpretação. 4.9.1 Direito e interpretação.
4.9.2 As técnicas interpretativas.
4.9.3 Interpretação e integração do direito.
4.10 A Ciência do
Direito como teoria da decisão.
4.10.1 O significado da decisão jurídica. 4.10.2 O direito como
sistema de controle do comportamento.


5. TEORIA DA NORMA JURÍDICA.
5.1 Variedade e
multiplicidade das normas.
5.2 Os critérios de valoração das normas jurídicas: justiça, validade e
eficácia.
5.3 A norma como proposição.
5.3.1 Proposições prescritivas.
5.3.2 Proposições descritivas.
5.3.3 Proposições expressivas.
5.4 Imperativos autônomos e imperativos heterônomos.
5.5 Imperativos categóricos e imperativos hipotéticos.
5.6 A norma como comando.
5.7 O problema da
imperatividade do direito.
5.8 Imperativos positivos e negativos
. 5.9 Imperativos pessoais.
5.10
Imperativos e permissões.
5.11 Imperativos e regras finais.
5.12 Imperativos e juízos hipotéticos.
5.13 Imperativos e juízos de valor.
5.14 O direito como norma técnica.
5.15 Norma e sanção

. 5.15.1 Sanções morais, sanções sociais e sanções jurídicas.
1.15.2 Normas sem sanção.
5.16 Classificação
das normas jurídicas.
5.16.1 Normas gerais e normas singulares.
5.16.2 Normas afirmativas e normas
negativas. 5.16.3 Normas categóricas e normas hipotéticas.

6. TEORIA DO ORDENAMENTO JURÍDICO.
6.1 O conceito de ordenamento jurídico.
6.2 Ordenamento jurídico e pluralidade de normas.
6.3 A unidade do ordenamento jurídico.
6.3.1 Fontes do direito.
6.3.2 A construção gradual do
ordenamento.
6.3.3 Os limites materiais e formais do poder normativo.
6.3.4 A norma fundamental.
6.4 O problema da coerência do ordenamento jurídico.
6.4.1 O ordenamento como sistema.
6.4.2 As antinomias.
6.4.3 Os critérios para a solução das antinomias.
6.4.4 O conflito dos critérios para a
solução das antinomias.
6.5 A completude do ordenamento jurídico.
6.5.1 O dogma da completude e
o problema das lacunas do ordenamento.
6.5.2 O espaço jurídico vazio.
6.5.3 A norma geral
exclusiva.
6.5.4 Tipos de lacunas.
6.5.5 As lacunas ideológicas.
6.5.6 Os métodos de integração do
ordenamento.
6.5.7 A analogia.
6.5.8 Os princípios gerais do direito.
6.6 A pluralidade dos
ordenamentos e os tipos de relações entre os ordenamentos.


Observação:

No tocante ao previsto nesta disciplina, indica-se as seguintes obras, de cujos
conteúdos serão extraídas as questões:
KELSEN, H. O que é Justiça? A Justiça, o Direito e a Política no espelho da ciência. São Paulo: Martins Fontes, 2001;

WEBER, M. Ciência e Política. Duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2004;

BOBBIO, N. Teoria

O que é ser advogado?

Advogado
"Profissional graduado em Direito, legalmente habilitado, que orienta e esclarece juridicamente a quem o consulta"
Fonte: Dicionário Michaelis
O que é ser advogado?
Advogados são profissionais que usam as leis na defesa dos interesses do cliente, que pode ser um cidadão ou uma empresa, como seu representante contra os interesses de terceiros em qualquer instância, juízo ou tribunal. Podem atuar nos vários campos do direito: constitucional, administrativo, tributário, comercial, civil, trabalhista, eleitoral e penal. O bacharel em direito pode trabalhar como advogado em escritórios particulares de advocacia, departamentos jurídicos de empresas públicas e privadas, ou seguir carreira pública, fazendo concurso para ser juiz, delegado de polícia, promotor de justiça, procurador ou defensor público.

Quais as características necessárias para ser um advogado?
Um bom advogado precisa ter muito gosto por leitura, boa memória, capacidade de reflexão e de associação de idéias, boa argumentação e habilidade em negociação. Dominar o português formal e ser comunicativo é fundamental.

Características desejáveis:
autoconfiança

autocontrole

capacidade de análise

capacidade de convencimento

capacidade de negociação

capacidade de pensar e agir sob pressão

capacidade de síntese

discrição

espírito de investigação

gosto pela pesquisa e pelos estudos

gosto pelo debate

habilidade para mediar conflitos

iniciativa

interesse por temas da atualidade

senso crítico

senso de ética

senso de responsabilidade
Qual a formação necessária para ser um advogado?
Desse profissional é exigido o curso superior de direito, com duração de quatro ou cinco anos, dependendo da instituição de ensino - além de estágio obrigatório. Cumprindo as duas exigências, obtém-se o diploma de bacharel em direito, mas, no entanto, o exercício da profissão é regulamentado e só é permitido após a aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), uma prova complexa, com um alto índice de reprovação. Para ser bem-sucedido nesta área, são necessários sólidos conhecimentos em filosofia, lógica, política e economia; domínio da língua portuguesa e do vocabulário do direito; domínio da informática, particularmente da internet, adotada em massa pela área jurídica para pesquisar grande parte da legislação brasileira e internacional.

Principais atividades de um advogado
Em qualquer ramo, as principais atividades dos advogados são:

atendem clientes, avaliam seus casos, recomendam os procedimentos necessários em cada caso e prestam assistência durante todo o processo, muitas vezes implicando participação ativa na vida pessoal do indivíduo ou no cotidiano da empresa;

pesquisam o histórico do caso e de outros semelhantes, que formam a chamada jurisprudência;

participam de reuniões de discussão do processo com sócios, assistentes, pesquisadores e pessoal de apoio, para debater os vários caminhos que um processo pode tomar;

encaminham processos à justiça e acompanham seu andamento em todas as instâncias;

promovem investigações ou acompanham as investigações da polícia e apresentam recursos;

preparam defesas e alegações;

participam de audiências e julgamentos, interrogando testemunhas e argumentando com o juiz ou com o corpo de jurados, em se tratando de tribunais de júri;

o advogado pode ainda aprofundar seus estudos legais e transformar-se em jurista, prestando consultoria de alto nível a governos e instituições, ou dedicar-se ao ensino do direito.

Áreas de atuação e especialidades
Advocacia Pública - Representa os interesses da União, Estados e Municípios, zelando pela legalidade de seus atos. Defender cidadãos que não podem arcar com despesas de processo.

Advocacia - Representação de empresas, instituições ou pessoas físicas em ações, processos ou contratos que envolvam clientes, sejam réus, vítimas ou simples interessados.

Direito Administrativo - Aplica normas e legislações específicas que regulam as atividades do poder público, empresas estatais, autarquias e fundações públicas na relação com empresas privadas e com cidadãos.

Direito Civil - Esta é uma área muito ampla que se subdivide em Direito das Coisas (propriedade e posse de bens); Direito de Família (divórcios, testamentos e heranças); e Direito das Obrigações (compra, venda, locação e empréstimos).

Direito Ambiental - Trabalha em ONGs e empresas públicas ou privadas, atuando em questões que envolvam a relação do homem com o meio ambiente, visando a preservação deste.

Direito Comercial - Atua na intermediação das relações jurídicas que se referem ao comércio, participando da abertura, funcionamento e encerramento das empresas.

Direito do Consumidor - Atua no campo das relações jurídicas que envolvam qualquer relação de consumo, visando preservar os direitos dos consumidores em face das empresas que fornecem bens e serviços.

Direito de Propriedade Intelectual - Atua na área de direitos autorais, protegendo os autores da falsificação, plágio e roubo de suas obras.

Direito Penal ou Criminal - Preparação e apresentação de defesa ou acusação em juízo em ações que envolvam crime ou contravenção contra pessoa física ou jurídica. O advogado é responsável pela defesa, podendo atuar como assistente na acusação.

Direito Tributário - Aplicação das normas que regulam a arrecadação de impostos e taxas, obrigações fiscais e tributárias.

Direito Trabalhista ou Previdenciário - Representação de pessoas físicas ou jurídicas em disputas referentes à relação entre empregado e empregador em causas ligadas ao contrato de trabalho, previdência social e ações sindicais.
Mercado de trabalho
Apesar dos altos números, o mercado ainda é promissor para aqueles que adquirem uma excelente formação. Mas, infelizmente, a qualidade média dos cursos é muito baixa - o índice de reprovação na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é muito alta. A conseqüência disso é a falta de bons profissionais em mercados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Atualmente há ótimas oportunidades no setor privado nas seguintes especializações: direito autoral (advogando para artistas, gravadoras de disco e fabricantes de software no combate à "pirataria"), direito ambiental (assessorando indústrias de atividades poluidoras), direito tributário (trabalhando para empresas na redução da carga de impostos), direito do consumidor e comercial (na área de fusões, aquisições e privatizações de empresas). Para empregos no setor público, todo ano são realizados mais de dez concursos para pessoas formadas em direito - entre os cargos de promotores, defensores públicos, delegados e juizes.

Curiosidades
Desde que o homem passou a viver em sociedade foram criadas normas de comportamento, impondo limites aos indivíduos. Na Ásia e na África foram encontrados registros milenares que estabeleciam regras para uma convivência pacífica, em tribos nômades, portanto a história do Direito acompanha a da sociedade, evoluindo com ela.
O Direito como conhecemos hoje é legado de muitas civilizações, mas a herança mais valiosa para a legislação brasileira foi a romana.
Desde a origem de Roma até a morte de Justiniano, em 565 a C. foi sendo criado um código legislativo que é base da nossa justiça, ou seja, com institutos, práticas e entendimentos doutrinários ainda vigentes.
Influências também significativas foram as do Império Germânico, da Igreja, de movimentos da Idade Média, da Revolução Industrial, e de muitos outros movimentos, pois a justiça evolui de acordo com a sociedade e inevitavelmente se molda a ela.

Onde achar mais informações?
Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil

Instituto Brasileiro de Advocacia Pública (IBAP)

Negociação, a arte de conseguir o que se quer

Negociação, a arte de conseguir o que se quer
Saiba como se sair bem durante esse processo

Por Arthur Diniz*

Quanto mais objetiva e baseada em critérios imparciais for a negociação, melhor será o acordo final para todos. O sucesso está na ausência de paixão, na boa comunicação. Confira todo processo e bons negócios!

Pode parecer exagero, mas o fato é que passamos todos os nossos dias por seguidas negociações. Negociamos com nosso cônjuge onde jantar e o que fazer no fim de semana. Negociamos com nossos filhos o que podem ou não fazer. Negociamos com empresas e chefes por melhores salários e benefícios. E, além de tudo, negociamos com nosso íntimo, que nem sempre quer a mesma coisa.

Esses são apenas alguns exemplos, entre tantos. Mas o fato é que as negociações são constantes e presentes em nossas vidas. E, por isso, é fundamental que sejam bem-feitas, certo? Então vamos lá!

O que, afinal, é uma negociação? Gosto de defini-la como o processo de busca de um acordo, seja de idéias, seja de propósitos ou interesses, visando o melhor resultado possível. O objetivo de toda negociação deve ser de que as partes envolvidas terminem conscientes de que o produto final é maior que a soma das contribuições individuais.

Vamos partir também do pressuposto de que uma negociação só é bem-sucedida quando todos os participantes do processo chegam a um resultado melhor tendo negociado do que sem tê-lo feito. Em meus cursos sobre o tema, há sempre quem busca aprender a negociar focando no melhor acordo possível para si mesmo e o pior para o outro. Na minha opinião, essas pessoas não terão com quem negociar no futuro. Por isso, trabalho sempre com o foco em negociações éticas e boas para todos os participantes.

Como atingir os objetivos?
O primeiro ponto importante numa negociação normalmente não recebe muita atenção dos especialistas. Trata-se da comunicação.

Da mesma forma que negociamos o tempo todo, estamos também nos comunicando – e de diversas formas por meio de palavras, olhares, gestos etc. Até mesmo quando não fazemos nada nos comunicamos pela não-comunicação. Interessante, não?

Como lançamos mão da comunicação para negociar, podemos concluir facilmente que, se melhorarmos esse item, automaticamente melhoraremos nossa capacidade de negociação. Sendo assim, entender o processo de comunicação é o primeiro passo para uma negociação bem-sucedida. Aprendendo a nos comunicar, aprendemos a negociar. Comecemos então pelos princípios da comunicação.

Dentro de um processo de comunicação, temos sempre três participantes: um emissor, um receptor e uma mensagem. E, na maioria das vezes, existe mais um participante indesejado: o mal-entendido. O emissor fala A e o receptor entende B. Ambos saem satisfeitos com a comunicação, mas o resultado é desastroso. O emissor repete várias vezes a mesma explicação sem sucesso e se irrita. Mais de 80% dos problemas de relacionamento nas empresas vêm daí!

Existe um pressuposto muito utilizado na Programação Neurolinguística que pode resolver esse problema. O resultado da comunicação é de responsabilidade do emissor. Portanto, se a conclusão é um mal-entendido, a comunicação não foi bem-feita. Utilizando-se esse pressuposto, resolvem-se diversos possíveis conflitos e o processo de comunicação pode fluir melhor. Naturalmente, tudo isso vale também para cada negociação.

As mensagens
O segundo ponto importante no processo de comunicação e negociação é o entendimento de como o receptor recebe as mensagens. Existem três canais principais: auditivo, visual e cinestésico. Pessoas auditivas entendem melhor as mensagens faladas, percebem ruídos inaudíveis e adoram música. Já pessoas visuais se comunicam com mais eficiência através de imagens. Gostam de paisagens bonitas e se preocupam muito com a beleza. Os cinestésicos são movidos por sentimentos e sensações e emocionam-se facilmente.
Mas por que esse item é importante numa negociação? Se você entender como a outra parte recebe as mensagens, pode usar uma linguagem adequada a ela. Se vai negociar com pessoas visuais, é fundamental que tenha à mão um material mostrando tudo o que será conversado. O ideal mesmo é usar um Datashow com as propostas. Tudo bem preparado, visualmente bonito e colorido. Se vai negociar com um cinestésico, é importante colocar a emoção e a sensação do resultado da negociação. Ficou claro?

O processo
Entendidos esses passos básicos, podemos prosseguir para os princípios da negociação propriamente dita. Quem melhor descreveu até hoje o processo de negociação foram Roger Fisher e William Ury, descrito no livro Como chegar ao sim - A negociação de acordos sem concessões (Imago). A idéia central dessa teoria é de que a maioria das negociações do dia a dia acaba se baseando em posições e não em princípios. As duas partes negociam tentando fazer a sua posição prevalecer.

Um exemplo típico é o da compra e venda de imóveis. O comprador já entra no local chamando a atenção para os defeitos do mesmo, para fazer uma oferta mais baixa logo em seguida. Oferece o mínimo possível pelo bem, enquanto o vendedor pede o máximo que acha que pode conseguir. Em cada fase do processo, as partes ficam mais e mais comprometidas com suas posições e o ego torna-se um fator cada vez mais preponderante.
Para demonstrar força, diz-se frases do tipo “por menos que isso é melhor eu lhe dar o apartamento” ou “não posso pagar um centavo a mais”. Como mudar de posição depois disso? O melhor caminho é adotar uma negociação baseada em princípios. Veja:

1. Separe as pessoas dos problemas
Esse é, na minha opinião, o princípio mais difícil de ser incorporado. Tendemos a nos envolver pessoalmente nas negociações, misturando fatos com sentimentos e sensações. Essa confusão gera dois tipos de problema: diferença de percepção e mal-entendidos na comunicação.

Diferenças de percepção acontecem quando cada parte vê o processo apenas do seu ponto de vista, esquecendo da outra parte.

Como resolver isso? Basta fazer sempre o exercício de se colocar em diferentes posições. Experimente o lugar da outra parte na negociação. É o que chamamos de segunda posição. O que você faria na posição dele? Que idéias teria? Que acordos aceitaria? Como você se comportaria? Experimente agora representar essa pessoa como se você fosse um ator. Entre em cena e atue da melhor forma possível. Se você conseguir encarnar o personagem, vai ter diversos insights e garanto que tudo mudará na negociação. Sugiro que você não proponha a nenhuma parte fazer um acordo que não aceitaria se estivesse no lugar dela.

Você pode continuar o exercício e se colocar agora em terceira posição. Tome o posto de uma pessoa que está assistindo a negociação sem nenhum envolvimento com ambas as partes. O que você acha agora da situação? Como analisaria imparcialmente o comportamento de cada um dos envolvidos?

Esse exercício tem dado resultados fantásticos com meus clientes de coaching. Negociações difíceis ficam fáceis e surgem novas idéias. Basta praticar para entender e aproveitar as conclusões. Agora vejamos a questão dos mal-entendidos.

Eles podem ser causados por diversos motivos: pessoas com discursos prontos; pessoas que não ouvem; e, ainda, pessoas com canais de comunicação distintos. Agora que você conhece esses canais, pelo menos esse problema está equacionado.

Quanto aos discursos prontos, são desastrosos. Quem vai para uma mesa de negociação com script decorado simplesmente o repete várias vezes, independentemente do que diz a outra parte. Com certeza isso não funciona. A flexibilidade e a escuta apurada são muito importantes. Quando a outra parte falar, não fique ensaiando mentalmente sua próxima fala. Ouça ativamente e faça questão de checar o entendimento das propostas e colocações da outra parte. A redução nos mal-entendidos vai ser brutal.

2. Foque em interesses, não em posições
Nós vimos no exemplo da compra de um imóvel como pode ficar difícil uma negociação quando é baseada em posições definidas segundo interesses. Mas, com o correr da negociação, os verdadeiros interesses acabam ficando em segundo plano. É muito importante, então, que o propósito da negociação seja estabelecido em termos de benefícios e não de posições. O comprador daquele imóvel tinha como interesse adquirir um bom apartamento para morar por um preço acessível e justo, e não comprar aquele apartamento pelo preço X.

Quanto mais você tenta convencer o outro lado da impossibilidade de mudar a sua oferta, mais difícil fica para modificar o ponto de vista dele. O seu ego identifica-se com sua posição e você pára de distinguir um do outro. A paixão, nesse caso, tem que ser deixada de lado em função da objetividade.
Portanto, estabeleça sempre os porquês das duas partes antes de iniciar a negociação. E, para que ambos possam levar em consideração o interesse da outra parte, é fundamental que isso esteja bem claro a todos.

3. Gere muitas possibilidades antes de decidir o que fazer
Esse é outro princípio da negociação que raramente acontece. Somos propensos a buscar soluções rápidas e pouco criativas. A tendência é seguirmos até o fim pelo caminho que iniciamos. Isso é agravado pelo fato de cada parte só gerar idéias que possam satisfazer os seus interesses, sem pensar na outra. Assim, é crucial separar o processo de geração de idéias do processo de avaliação das mesmas. Isso altera completamente as perspectivas dos participantes de qualquer negociação.

Sugiro, numa primeira reunião, que seja feito um brainstorming – chuva de idéias. Os participantes devem dar sugestões, independentemente dos seus interesses. Um caminho é analisar o caso em conjunto, adotando um comportamento imparcial, como se todos fossem de uma equipe tentando encontrar uma solução para um problema. Nessa fase, quanto mais idéias surgirem, melhor. Somente numa segunda reunião, essas sugestões poderão ser avaliadas e discutidas. Experimente para ver como funciona!

4. Baseie o resultado desejado em critérios objetivos
Em qualquer negociação na qual seja possível encontrar um critério objetivo de avaliação, esse é o melhor caminho, especialmente quando houver interesses conflitantes. Mas como fazer?

Esse critério deve ser negociado ou desenvolvido no início do processo. Se as partes chegarem a um acordo sobre um critério justo para ambas, a negociação já inicia de um outro patamar, muito mais próximo de um acordo. No exemplo do imóvel, se comprador e vendedor acordarem em basear o preço na avaliação de cinco especialistas, evitam-se diversos problemas e a negociação fica fácil. Um não precisa depreciar o bem do outro e nem o outro precisa fingir que está pobre.

Seguindo esses passos e princípios, podemos transformar as negociações em processos bem mais simples e objetivos, buscando sempre acordos lucrativos para todos os envolvidos. São processos criativos e cooperativos, que vão fazer toda a diferença na construção de resultados e parcerias de longo prazo. Experimente!

*Arthur Diniz é economista, tem MBA pela Columbia Business School, Certificado Internacional de Coaching pela Lambent e pela Erickson College no Canadá, e curso de extensão em Coaching Estratégico pela FIA-USP. Atua como coach e é fundador da Crescimentum - Coaching for Performance


fonte - http://carreiras.empregos.com.br/carreira/parceiros/vencer/230505-saber_negociar.shtm

Cursos sobre o tema


Objetivos:

- Abrir negociações da melhor maneira, conduzir o processo de barganha com as táticas mais adequadas;
- Construir soluções ótimas e fechar acordos vantajosos e sustentáveis;
- Participar de qualquer negociação com mais conhecimento, habilidade e segurança.


Programa:

Você tem consciência de tudo que está a seu redor é fruto de uma negociação?
Adquirir conhecimentos em negociação, algumas técnicas simples que podem significar a diferença entre fechar um negócio ou não.
Você negocia diariamente com fornecedores, clientes, subordinados, supervisores, colegas de trabalho e na sua casa com seus familiares.
A sua capacidade de negociação determina em grande parte o seu sucesso na sua vida pessoal e também como executivo contribuindo para o êxito de sua empresa.
Nesse curso, você aprenderá conceitos, técnicas e estratégias que irão aprimorar sua capacidade de negociar.

- Conceituação sobre negociação;
- Perfil do negociador ideal;
- Negociar: cooperar ou competir?
- Tipos de negociação;
- Os 3 elementos críticos de uma negociação:
Tempo / Poder / Informação;
- MASA / Preço de Reserva / ZAP / Trocas;
- Regra de ouro e regra de platina;
- Identificar os diferentes tipos de negociadores e estabelecer táticas para trabalhar com eles;
- Porque nunca se deve aceitar a primeira oferta
- Negociação integrativa e distributiva;
- A importância do "se... então...";
- Os cinco princípios universais da influência;
- Estilos regionais dos negociadores;
- O perigo de se "rachar a diferença";
- Os sete pecados capitais do negociador.

terça-feira, 25 de maio de 2010

SAIU O EDITAL DA DEFENSORIA SP

Edital do meu concurso.... me deu frio na barriga

Defensoria Pública de SP faz concurso com 67 vagas de defensor; paga R$ 7.354
Para concorrer ao cargo os candidatos devem ter formação superior em direito, dois anos de prática profissional na área jurídica. As inscrições estarão abertas entre 28 de maio e 8 de julho. Taxa de R$ 192,41.

terça-feira, 18 de maio de 2010

São Paulo : Como fazer um recuso de multa de trânsito

São Paulo : Como fazer um recuso de multa de trânsito


Para cada penalidade de multa deve ser elaborado um recurso separadamente. O recurso deverá ser composto pelos seguintes itens:

1. Petição ou requerimento dirigido ao Diretor do DSV contendo:
• Dados do proprietário do veículo ou do recorrente: nome, qualificação e endereço;
• Informações sobre o veículo: placas, modelo, ano, cor, marca e espécie;
• Argumentos do recurso em si, com exposição dos fatos, fundamentos e argumentos da defesa (seja objetivo, claro, direto, use suas palavras, de forma sucinta, evitando copiar modelos ou padrões);
• Data e assinatura do recorrente ou de seu procurador. Juntar cópia simples de documento que comprove a autenticidade da assinatura ou facultativamente reconhecer a firma. Se o veículo for de propriedade de pessoa jurídica é obrigatória a juntada de comprovação simplificada da constituição ou da existência legal da pessoa jurídica (CNPJ) e da procuração "ad negotia" para quem assina o recurso.

2. Documentos a serem anexados ao recurso por cópia simples (xerox):
• CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo) ou CRV (Certificado de Registro do Veículo);
• Notificação da Penalidade (multa) recorrida. Na sua ausência, cópia do AIT (Auto de Infração de Trânsito), registro fotográfico ou extrato informativo de multas.
• Cédula de Identidade (RG) ou equivalente, quando o recorrente é proprietário ou condutor do veículo.
Observação: Quando o recorrente for terceiro representando o proprietário: procuração "ad negotia" (procuração extrajudicial outorgando poderes para a prática do ato de interposição de recurso, procuração que deve ser específica para a penalidade recorrida).

3. Documentos facultativos que possam ajudar a comprovar o alegado ou que venham a esclarecer melhor os julgadores.
- Prazo de Interposição do Recurso em 1ª instância:
O prazo para a interposição do recurso vence no mínimo 30 (trinta) dias após a emissão da notificação da penalidade e coincide com a data de vencimento da multa.
- Onde protocolar o Recurso em 1ª instância:
• Pessoalmente: Posto de Atendimento de Recursos do DSV, na Rua Boa Vista, 209 – 1º andar, Centro, ou na Av. do Estado, 900 - térreo, próximo ao Metrô Armênia, de segunda à sexta-feira, de 2ª a 6ª feira (exceto feriados), das 08h00 às 17h00;
• Pelo Correio: Caixa Postal 11.382-4, CEP 05422-970, São Paulo SP.
- O Resultado do recurso será enviado pelo correio ao endereço do proprietário do veículo constante no CRLV.

Instruções para a interposição de Recurso em 2ª Instância

Em caso de indeferimento do recurso pela JARI em primeira instância pode-se interpor recurso em segunda instância ao Conselho Estadual de Trânsito - CETRAN.

Deve-se repetir o procedimento de interposição de recurso em primeira instância, com novo requerimento, juntando os mesmos documentos obrigatórios do recurso em primeira instância.

Endereçar o recurso ao Presidente do CETRAN.

Observação: Para interposição do recurso em 2ª instância é obrigatória a juntada de cópia do documento que comprova o pagamento da multa.

O recurso em 2ª instância deverá ser protocolado no Posto de Atendimento de Recursos do DSV, Rua Boa Vista, 209 – 1º andar, Centro, ou Av. do Estado, 900 - térreo, próximo ao Metrô Armênia, de segunda à sexta-feira, de 2ª a 6ª feira (exceto feriados), das 08h00 às 17h00.

Fonte:
http://www.jornaldotransito.com.br/modules/news/article.php?storyid=542

Vítimas de trânsito têm direito ao DPVAT



Acidentes de Trânsito: DPVAT - Exija sua Indenização!
Vítimas de trânsito têm direito ao DPVAT

O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres o DPVAT, é o seguro pago a todas as pessoas que tiveram algum tipo de acidente envolvendo veículos automotores, garantido por lei. As vítimas de acidentes que geram MORTE, INVALIDEZ PERMANENTE ou DESPESAS MÉDICAS, podem receber uma indenização.

Faça valer seu direito!!
O seguro também pode ser dado a família, caso o parente tenha morrido no acidente. A indenização pode chegar a R$13.500. Há três tipos de indenização: para morte, invalidez ou para reembolso médico.


Assessoria Jurídica de Indenização
Reparação de danos, responsabilidade civil, indenizações decorrentes de acidentes de trânsito, furto de veículos em estacionamentos, dentre outros serviços.

uma pessoa, sem o devido conhecimento não recebe porque alguns documentos são exigidos para comprovar o acidente, a sequela, o vinculo dos herdeiros.
Uma pessoa vitima de amputação a qualquer membro como: perna, braço, ou qualquer parte do seu corpo tem direito a indenização.
Tem também direito a:
Auxilio Doença,
Auxilio Acidente de trabalho
Loas
Aposentadoria por invalidez
Aposentadoria por idade

Devolução de valores nos contratos de LEASING

Devolução de valores nos contratos de LEASING


Os consumidores que firmaram contratos de LEASING e tiveram seus veículos, máquinas ou qualquer outro bem apreendido ou mesmo devolvidos aos bancos têm o direito de receber de volta uma parte do que pagaram.


O LEASING é um contrato misto, onde prevalece a locação, sendo que o consumidor paga, juntamente com sua prestação (aluguel), um valor chamado VRG – Valor Residual Garantido. Este valor tem por objetivo o exercício da opção de compra do veículo ao final do contrato.

Partindo desta premissa, milhares de consumidores que tiveram o veículo arrendado apreendido judicialmente ou devolvido amigavelmente estão sendo lesados pelos bancos, pois, além de não permanecerem mais na posse do veículo ou máquina, os bancos não devolvem os valores relativos ao VRG, já que em não optando pela compra do bem o consumidor tem direito a essa restituição.

Pior ainda, esses consumidores, muitas vezes, são cobrados por um suposto saldo remanescente referente a diferença da venda do bem em leilão, sendo ameaçados com a possibilidade de serem processados caso não paguem este saldo devedor, mas tal exigência é ilegal, já que diante do caráter predominante de locação do LEASING as parcelas vencidas após a apreensão do bem arrendado são inexigíveis!

A Secretaria de Direito Econômico, vinculada ao Ministério da Justiça, editou a Portaria no 3 de 1999, determinando que os contratos que não prevejam a devolução do VRG ao arrendatário quando este não exercite a opção de compra do bem arrendado SÃO NULOS DE PLENO DIREITO.

Esta é mais uma razão para que os consumidores que foram lesados pelos bancos procurem seus direitos e exijam de volta os valores que pagaram à título de residual.

Além do mais, rotineiramente os consumidores têm seus nomes lançados nos órgãos de restrição ao crédito visando com isso uma coação psicológica para forçá-los ao pagamento de um suposto débito, reitere-se, inexistente!

Em resumo
Se o consumidor perdeu seu veículo ou qualquer outro bem a favor dos bancos no contrato de LEASING, deverá sim ser ressarcido de parte do que pagou, isto é um direito líquido e certo.

Informações
(11) 5083-2620

Fonte- http://www.jornaldotransito.com.br/modules/news/article.php?storyid=258

TRANSITO - NOTICIAS - LEI SECA

São Paulo : Esclarecimentos sobre a LEI SECA

Quando abordado em fiscalização para verificação do nível de álcool no sangue, ao condutor é permitido optar pela realização do exame através do “bafômetro” ou exames clínicos, os quais devem ser realizados em clínica ou laboratório credenciado aos órgãos de trânsito.

Em caso de recusa serão aplicadas ao condutor as penalidades previstas no artigo 165, quais sejam, o acúmulo de 07 pontos em sua Carteira Nacional de Habilitação, o pagamento de multa equivalente ao quíntuplo do valor referente às multas gravíssimas, o que totaliza R$ 957,70 (novecentos e cinqüenta e sete reais e setenta centavos), além da suspensão de seu direito de dirigir pelo período de 12 meses.

Em sendo constatado consumo de bebida alcoólica, em qualquer teor, o condutor terá sua Carteira Nacional de Habilitação e o veículo apreendidos, sendo que o veículo será liberado na presença de condutor habilitado, que não tenha ingerido qualquer quantidade de bebida alcoólica.

Neste ponto deve ser esclarecido que, para fins de restrição do direito de dirigir do condutor, esta será aplicada desde que haja qualquer concentração de álcool por litro de sangue. No entanto, para fins de início de um processo criminal, a lei determina que deverá ser constatada a presença de concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue.

Frise-se que a medida imposta pelo artigo 306 do Código de Trânsito diz respeito ao exame clínico, sendo que, em caso de exame através do bafômetro, tal limite equivale a 3,0.

Após a abordagem em fiscalização e constatação da presença de qualquer concentração de álcool no sangue do condutor, em sendo a mesma superior ao limite estabelecido pela lei para configuração de crime, o condutor será levado à Delegacia de Polícia, onde contra ele será lavrado boletim de ocorrência e instaurado Inquérito Policial, sendo possível ainda sua prisão em flagrante.

Por outro lado, caso a concentração de álcool no sangue do condutor seja inferior ao limite estabelecido pelo artigo 306 do Código de Trânsito, a autoridade responsável lavrará auto de infração, no qual constará o teor de álcool presente em seu sangue, apurado através do bafômetro ou exame clínico.

Na ocorrência de quaisquer dessas hipóteses, é de suma importância que o condutor seja orientado e assessorado por advogado de sua confiança, para que tenha garantidos seus direitos à ampla defesa e contraditório.

Fonte - http://www.jornaldotransito.com.br/modules/news/article.php?storyid=531