segunda-feira, 17 de março de 2008

músicas em Mp3 logo abaixo...

Gostou? Então baixe as músicas em Mp3 logo abaixo...
01) A Emenda Prometida
02) Assererrecursos
03) Recebimento da Denúncia
04) Samba da Adin
05) Samba da Idade
06) Competencia Territorial
07) CPI08) Decisão interlocutória
09) Embargos de declaração
10) Essa tal continência renderizado
11) Essa tal continência
Para ser estudante de Direito...

PARA SER ESTUDANTE DE DIREITO...

Não se atenha apenas ao que é exposto em sala de aula.

O Direito é muito amplo e exige estudos contínuos e muita leitura. Estagie desde o primeiro ano do curso.

Há conhecimentos importantes somente acessíveis na prática dos escritórios jurídicos. Participe sempre que possível de Congressos, Simpósios e Palestras referentes a assuntos de seu interesse. Leia jornais.

Não reclame por ter de passar madrugadas ou fins de semana estudando. Considere o quanto isso repercutirá em seu benefício num futuro breve.

Não cometa a insensatez de se preocupar com notas.
Conhecimento e boas notas não são necessariamente sinônimos.

Receba bem os calouros. Parabenize-os pela recente vitória no Vestibular.

Esqueça os CD’s e as roupas de marca.

Compre pelo menos um livro por mês.

Procure passar mais tempo na Biblioteca e menos no barzinho.

Namore uma pessoa inteligente. Evite denegrir a imagem de sua universidade com críticas injustas.

Esteja ciente de que o nome da instituição onde você se forma constará em seu currículo.

Respeite sempre seus Mestres, mesmo aqueles que não são exatamente como você gostaria que fossem. Não se importe se no seu grupo de estudos você é o único que se esforça.

Há uma recompensa implícita em todo esforço sincero. Você entenderá isto quando estiver formado. Evite desavenças com os colegas. Trate-os bem. Lembre-se de que um dia você não mais os verá.

Roberto Carlos Simões Galvão

Canções Jurídicas - Aprenda Direito Cantando

Aprendendo direito cantado...

Assunto: Brasileiros natos e naturalizadosRitmo: Soy loco por ti América (Caetano Veloso)

São considerados natose brasileiros os que aqui nasceramainda que de pais estrangeirosque não sirvam a outro país

Os nascidos no estrangeiroDe mãe brasileira ou pai brasileiro
Que a nosso serviço estejamQue a nosso serviço estejamOs nascidos no estrangeiro

De mãe brasileira ou pai brasileiro
Que venham aqui residirE "queiram a nação repartir"

*E serão naturalizados

Os de país "portuga"E que aqui residir por um ano todo com moral

E os outros com 15 anosSem condenação penal.

Assunto: Impedimentos do juiz no Processo Civil
Ritmo: Ilariê
É impedido o juiz
No processo contecioso
Ou então no voluntário
Se é parte ou dela mandatário

Também se foi testemunha
MP ou peritoOu então como juiz
Decisão tenha proferido
Refrão
Se funcionou como órgão-ão-ão-ão
Da administração-ão-ão-ão
Ou então de direção-ão-ão-ão
De pessoa jurídica que for parte na causa
Nõa pode ser advogado
O seu cônjuge ou parente

*Na linha colateral

Ou reta até 2° grau
Também não pode ser parte
O seu cônjuge ou parente*Na linha colateral
Ou reta até 3° grau*consangüíneo ou afim

assunto
Intervenção
Ritmo: Quase sem querer (Legião Urbana)

A União não intervirá no Distrito
Nem nos estados, exceto se for
Pôr termo a grave comprometimento de ordem pública
Repelir estrangeiro em invasãoou entre unidades da federação
Garantir o exercício-o
Dos poderes nas unidades
E para se manter a nacional integridade
Prover a execução de lei federal
E a execução de ordem ou decisão judicial
Reorganizar as finanças
De unidade da federação
Suspender o pagamento de dívida fundada por 2 anos
Deixar de entregar
Aos Municípios
Receitas tributárias
Assegurar a observância dos princípios
Forma republicana, sistema representativo
Regime democrático, direitos da pessoa humana


Obrigação de prestar contas.___________________

Assunto: Deputados e Senadores (imunidades e prerrogativas)
Ritmo: Gostava tanto de você (Tim Maia)

Deputados e Senadores

Têm imunidades e prerrogativas
E não poderão ser presos
Exceto se o crime não couber fiança
*Se ele for pego na investida
A casa, após 24 horas
Vota por sua maioriaSobre a prisão
Que em sua porta bateRefrãoA sustação
Do processo suspende a prescrição
Enquanto durar o mandato
Se o STF receberA denúncia, a casa votará
Sobre a sustação do andamento
Da ação em 45 diasImunidades subsistirão


No sítio. E só pode a suspensãoMediante voto de 2/3Por ato qualquer lá fora feito.

* e em flagrante

Assunto: CPI
Ritmo: Pense em Mim

Ela só pode prender alguém se for em flagrante

Mas o sigilo bancário ela quebra num instante
CPI, pra apurar fato certo em prazo determinado
CPI, pra criar tem que ter 1/3 de deputadoOu 1/3 de uma casa qualquer
Se lembre que ela tem poder instrutório, poder instrutório
Pode fazer prova como juiz
Mas não pode grampear o telefone seu, isso é coisa para magistrado

Depois de encerrado, manda pro MP.Gostou? Então baixe as músicas em Mp3.
01) A Emenda Prometida02) Assererrecursos03) Recebimento da Denúncia04) Samba da Adin05) Samba da Idade06) Competencia Territorial07) CPI08) Decisão interlocutória09) Embargos de declaração10) Essa tal continência renderizado11) Essa tal continência

sábado, 15 de março de 2008

D. João Vi E O Judiciário

D. João Vi E O Judiciário

Antonio Pessoa Cardoso

Celebrar o bicentenário da chegada de D. João VI ao Brasil implica relembrar o nascimento e a evolução do Judiciário, pois a partir daí foi montada a estrutura de um país, com a instalação do executivo, do legislativo e do judiciário.A organização judiciária do Brasil, no período colonial, não diferia da que existia em Portugal: a Casa da Suplicação, o Desembargo do Paço, a Mesa da Consciência e Ordens, etc. Surgiu entre nós a Ouvidoria Geral que exercia também as funções judiciárias.O Desembargo do Paço, também conhecido por Mesa do Desembargo do Paço, Tribunal da Corte ou Casa da Justiça, era a Corte superior do reino; foi criada pelas Ordenações Manuelinas de 1521; antes, entretanto, era um tribunal que se confundia com a Casa d´El Rei, ou “Mesa Grande”; mais tarde, torna-se a “Casa da Suplicação”; além da “Mesa Grande” tinha a “Casa do Cível”, depois “Casa da Relação”; em 1477, no reinado de D. João II, o Desembargo do Paço passa a ter a função de “Tribunal de Graça”.Até o ano de 1609, marco da instalação do primeiro Tribunal de Relação do Brasil, na Bahia, os julgamentos eram de competência dos ouvidores e eventuais recursos iam para a Casa de Suplicação, em Lisboa, vez que ainda não tínhamos tribunais para reexames; funcionava no Brasil apenas a justiça de primeira instância. Com a criação do primeiro tribunal entre nós, baixou-se Regimento, no qual se conferia amplos poderes aos desembargadores, recém chegados. Até o século XVIII não existia no Brasil a Polícia Civil e muito menos a Militar. A legislação ultramarina regulava o funcionamento da força policial. Os inspetores de quarteirões, quadrilheiros, os alcaides, os carcereiros, os capitães mor, como em Portugal, destacavam-se no cenário policial. Somente em 1816 é criada no Rio de Janeiro a Intendência Geral de Polícia com o encargo de coordenar todas as atividades policiais no país, através do auxílio dos delegados instalados nas provinciais. Antes, entretanto, a polícia e a justiça ficavam sob o comando do desembargador; isto ocorreu em 1808, quando D. João VI nomeou Paulo Fernandes Viana, que já era ouvidor e Desembargador, para o cargo de Intendente Geral de Polícia da Corte. A transferência da Corte para o Brasil provocou a constituição de Mesas do Paço, através de alvará de 10/09/1811, nas capitanias de todos os domínios ultramarinos, incumbidas da solução dos negócios de graça e justiça, antes de competência do Desembargo do Paço. Através de decreto, datado de 03/08/1833, as Mesas do Paço foram extintas, passando suas atribuições para a Secretaria de Estado do Rio e dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça. Fundamentalmente, antes de 1808, o Judiciário compunha-se de Tribunais de Relação, sediados na Bahia, no Rio de Janeiro, em Pernambuco e no Maranhão; em agosto/1873, através do Decreto n. 2.342 foram criados sete tribunais de Relação, sendo um em Porto Alegre, com jurisdição nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A última instância estava em Lisboa. Somente em maio de 1808, com a elevação da Relação do Rio de Janeiro à condição de Casa de Suplicação, os recursos não mais seguiram para Portugal, pois o correspondente ao hoje Supremo Tribunal Federal fora criado no Rio de Janeiro. Afora os tribunais, na segunda instância, o Judiciário, por ocasião da chegada de D. João VI ao Brasil, dispunha no primeiro grau de: “juiz de vintena”, “juiz ordinário” e “juiz de fora”. O primeiro, eleito pelas “vereações camarárias”, pelo período de um ano, atuava em povoados com mais de vinte famílias, decidindo as causas cíveis verbalmente, sem direito a recurso; eram os juízes de paz que se subordinavam aos juízes de fora e julgavam pequenos litígios entre os moradores do lugar; não tinham competência na área criminal. Os primeiros juizes, denominados ordinários ou juizes da terra, não eram bacharéis, mas eleitos, anualmente, pela comunidade, entre os “homens bons” que soubessem ler escrever e com algum conhecimento das leis locais, os forais; a indicação devia ser confirmada pelo Ouvidor; eles exerciam sua jurisdição nas pequenas circunscrições, juntamente com os vereadores. O julgamento poderia ocorrer sem a presença destes, a depender da alçada. Para contrapor aos juízes ordinários, surgem os juízes de fora, nomeados pela Coroa pelo período de três anos e selecionados entre pessoas letradas, com melhores condições de independência para o exercício do cargo, porque sem muita influência dos moradores, visto que, de fora. Onde não houvesse a justiça dos reis, os litígios de natureza cível, envolvendo os moradores do lugar, eram solucionados pelos “homens bons”, de cada povoado. Garantiam a aplicação das ordenações gerais do Reino. A presunção era de que por serem de fora tinham independência para bons julgamentos. Falam-se ainda nos juízes de órfãos com o encargo de guardar as heranças dos órfãos, solucionando as causas que envolvessem direito sucessório. Na Bahia surgiu a figura do “juiz do povo”, eleitos pela comunidade local e que permaneceu entre os anos de 1644 até 1713; os “almotacés” que julgavam causas relacionadas com obras e construções; a Mesa da Consciência e Ordens criada em 1532, destinava-se a solucionar as demandas envolvendo as ordens militar-religiosas e tinha competência para julgamento de causas que envolvessem a igreja e as ordens militares. Como já se disse a atribuição de julgar era dos próprios reis ou seus ouvidores; posteriormente é que este encargo coube a funcionários com obediência a normas especiais e rígidas, a exemplo do sigilo dos atos da justiça do rito e do estilo ou de falar em voz alta. O Judiciário limitava-se a dirimir desentendimentos entre os cidadãos e a administração pública escapava de seu controle; aos poucos conquistou independência. A jurisdição não comportava o conceito atual, mas limitava-se a atender às pretensões da nobreza, principalmente no que se refere ao pagamento de impostos; não se preocupava com os direitos do cidadão, tema que só veio a ocorrer em 1811, com a instituição do império. A Constituição de 1824 garante a todas as províncias o direito de instalar seus próprios tribunais; esta lei, art. 163, dizia que as Relações estavam sujeitas ao Supremo Tribunal de Justiça. Até 1889, funcionou em todo o Império uma Justiça única e os magistrados eram livremente nomeados ou demitidos pelo rei e pelos tribunais de Relação. Sobre o texto:Texto inserido na Academia Brasileira de Direito em 13 de março de 2008.

Bibliografia:
Conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o texto científico publicado em periódico eletrônico deve ser citado da seguinte forma:CARDOSO, Antonio Pessoa. D. João Vi E O Judiciário. Disponível em Acesso em :1 de dezembro de 2008

Autor:
Antonio Pessoa Cardoso

Desembargador do TJ-BA

Academia brasileira de direito, 13/3/2008

sexta-feira, 14 de março de 2008

estudar, estudar estudar e planejar ....

Atualmente, se fico ociosa, me sinto realmente mal e com peso na consciência, já que tenho uma batalha pela frente.

O conhecimento reflete no amadurecimento e nos deixa muito mais fortes.

estudar, estudar estudar e planejar ....

sexta-feira, 7 de março de 2008

AS HABILIDADES DO ADVOGADO

Estou com muitas novidades, mas ando sem tempo nessa semana para sentar e escrever. Enquanto não escrevo nada novo, gostaria de compartilhar um artigo escrito pelos consultores Rodrigo Bertozzi e Lara Selem.


AS HABILIDADES DO ADVOGADO

“Os homens levam em consideração apenas suas necessidades, nunca suas habilidades.”
- Napoleão Bonaparte


Uma das maiores travas do alto desempenho na carreira de um advogado não diz respeito, muitas vezes, às suas habilidades técnicas e decisórias. São as habilidades interpessoais que fazem toda a diferença! O profissional de hoje começa a alcançar o sucesso quando se abre para a compreensão da matemática humana e de que, se não desenvolver algumas habilidades, fará parte dos 80% de espectadores do sucesso alheio.

Habilidades são conhecimentos específicos que resultam de entendimento, informação, prática e aptidão. Agrupam-se em três categorias: habilidades técnicas, habilidades interpessoais e de comunicação, e habilidades conceituais e decisórias.

Quando um indivíduo possui habilidade técnica é sinal de que é capaz de desempenhar tarefa que envolve certo método ou processo. Do acadêmico de Direito que conclui a faculdade é esperado que tenha um conjunto de habilidades técnicas inerentes a essa ciência. Na medida em que sobe os degraus da carreira, o profissional depende menos de suas habilidades técnicas básicas, que, contudo, lhe fornece os conhecimentos necessários para assumir novas responsabilidades e tratar de casos mais complexos.

Já as habilidades interpessoais e de comunicação influenciam a forma como o advogado trabalha com as pessoas de sua equipe. Hoje, mais do que nunca, a advocacia é trabalho em equipe, logo, o profissional utiliza boa parte do seu tempo interagindo com pessoas de vários níveis e conhecimentos, o que torna imprescindível desenvolver habilidades para conduzir, motivar e comunicar-se eficazmente com aqueles que o circundam.

As habilidades interpessoais do advogado tradicional diferem em muito do advogado contemporâneo. Enquanto aquele pensa em si próprio como um chefe ou patrão, toma decisões a sós, guarda as informações e centraliza o trabalho, este raciocina como um consultor interno, convida outras pessoas para ajudar nas tomadas de decisão, compartilha informações e divide tarefas.

Já as habilidades conceituais e de decisão envolvem o reconhecimento de questões complexas, porém dinâmicas, e o exame dos numerosos fatores conflitantes que as influenciam, visando a resolução dos problemas. Na medida em que o advogado adquire maiores responsabilidades, deve exercitá-las.

Selecionamos algumas das habilidades que consideramos fundamentais para o advogado que pretende alcançar êxito em sua carreira e esperamos que, em 2008, você possa colocar em prática muitas delas!

Agilidade na tomada de decisões para que os projetos do escritório possam caminhar. Analise todas as informações possíveis antes de tomar uma decisão e evite agir sob pressão, mas não se deixe paralisar pelo exame excessivo dos fatos. Toda decisão implica algum risco, mas deixar de tomá-la pode significar um risco muito maior.
Aprendizado e desenvolvimento pessoal para que a carreira do advogado esteja sempre em ascensão e crescimento. Isso gera motivação se ele estiver disposto a buscar novos enfoques ou formas de fazer as coisas. Para melhorar ou desenvolver essa habilidade, tente otimizar sua autocrítica com os feedbacks que recebe, pois servem de termômetro para identificar o que está indo bem e mal com você. Se for capaz de assumir suas falhas, estará apto a desenvolver qualquer aprendizado.
Autoconfiança e autoconhecimento para assumir riscos e ter segurança nos projetos da banca. E para isso é importante não filtrar a realidade! Pés no chão, conhecimento e informação são os ingredientes para que projetos ousados saiam do papel.
Capacidade crítica para analisar friamente uma situação difícil, levantando prós e contras a fim de que a tomada de decisão envolva bom senso. Se a situação for difícil e estressante, a tendência é que o emocional tome as rédeas e não a suporte com naturalidade. O resultado, então, será o pior possível.
Competitividade para alcançar o objetivo da equipe e realizar um trabalho de excelência, que faça diferença aos olhos do cliente e cumpra o prometido, é elemento-chave à manutenção da banca em situação favorável.
Compreensão interpessoal e empatia para lidar com as pessoas. Saber conversar, manter um diálogo espontâneo, sem arrogância ou pedantismo, demonstrando genuína preocupação com o outro vale para tanto para conquistar e manter o cliente, como para motivar a equipe.
Flexibilidade para lidar com imprevistos e contornar momentos de adversidades, que, na advocacia, não são poucos. É necessário ter jogo de cintura para superar as crises.
Iniciativa para colocar boas idéias em ação. Como não existe porto seguro para nenhuma carreira, saber colocar em prática seus projetos pode diferenciá-lo da maioria. Pensar é fácil, difícil é fazer! Porém, aqueles que realizam ganham vantagem em relação à concorrência.
Integridade e coerência para fazer com que os demais se comprometam em cooperar. Somente quem faz o que fala ganha o respeito genuíno do outro. É um dos fatores cruciais para se alcançar uma liderança efetiva.
Intuição para enxergar os problemas a certa distância e encontrar mais de um meio de resolvê-los. Dependendo da situação, a resposta nem sempre é clara o bastante para guiar na busca de uma solução. Intuição e criatividade são habilidades importantes para sair das mais díspares crises.
Manutenção de relações de longo prazo, dominar as habilidades interpessoais, estar atento aos movimentos do seu networking e saber fazer amigos é de suma importância para o escritório que deseja comemorar bodas de ouro com seus clientes, equipe e parceiros. Os elementos fundamentais para relacionamentos sólidos são o respeito, as experiências compartilhadas, a confiança, a reciprocidade e o prazer mútuo.
Persuasão e argumentação para influenciar as pessoas a dar o melhor de si ou gerar mais conhecimento. Falar e escrever bem, saber criar novas figuras de linguagem, contar histórias que prendam a atenção e usar bem a língua portuguesa faz o profissional manter-se em evidência por muito mais tempo. Nunca subestime o poder da palavra escrita ou falada.
Trabalho em equipe para aprender a escutar e respeitar opiniões diversas das suas, visando um objetivo comum. A advocacia moderna não comporta mais o “advogado do eu sozinho”. Apesar da formação do advogado voltar-se para o trabalho solitário, o mercado requer que ele trabalhe em grupo. Saber como se faz isso trará um diferencial competitivo em sua carreira.
Visão no cliente para identificar suas necessidades ocultas e detectar o que o satisfaz. Aqui entram outras habilidades, como saber ouvir, saber perguntar, saber observar. Nem sempre o cliente consegue exteriorizar aquilo que gostaria de obter do escritório de advocacia que o atende. Cabe aos advogados descobrir suas necessidades.
Visão do negócio para saber o posicionamento do escritório e por onde irá caminhar, antecipar-se a tendências, agarrar oportunidades e desenvolver relacionamentos preciosos não são casualidades, mas fruto direto do pensamento estratégico. O que você quer construir? Como ter uma maior visibilidade no mercado jurídico em que seu escritório atua? As respostas a estas perguntas podem definir caminhos estratégicos e ampliar a visão do negócio.
De todas as habilidades que mencionamos, aquelas que farão mais falta ao advogado que deseja ser bem-sucedido são de natureza interpessoal. Está comprovado que 66% a 90% de todos os fracassos verificados no mundo dos negócios têm sua origem nas relações humanas. Os chamados “problemas de personalidade”, tais como timidez, insegurança e falta de confiança, constituem-se fonte das dificuldades de relacionamento entre as pessoas.

Aproveite para analisar que habilidades interpessoais lhe fazem falta e mãos à obra rumo ao seu desenvolvimento profissional e pessoa!! Sem dúvida, o Ano Novo será diferente, para melhor, é claro!

quarta-feira, 5 de março de 2008

O ESTADO DA ARTE NA CONSTRUÇÃO DA CARREIRA JURIDICA

O Estado da Arte na Construção da Carreira Jurídica
Rodrigo Bertozzi e Lara Selem

"Não se trata de quem você conhece, mas de quem conhece você." (Jeffrey Gitomer)

O maior desafio de um profissional está em conquistar respeito e uma reputação inabalável que leve ao sucesso na carreira. Para alcançá-lo devemos perseguir algo, ao mesmo tempo, simples e complexo. Trata-se de transformar em resultado as oportunidades vislumbradas nos relacionamentos.

Não basta traçar um caminho. Não basta ter bons amigos. Não basta ser competente.

As pessoas precisam acreditar que você possui valor. E, para se ter valor é necessário exercitar uma prática diária: ajudar aos outros profissionalmente e ser o líder servidor que permita as pessoas ao seu redor serem bem sucedidas. O que mata o futuro de um profissional da área jurídica são o excesso de ambição e a inveja (que para Dante era a raiz de todos os pecados humanos).

O estado da arte na construção de uma sólida e bem sucedida carreira está na rede de contatos que se constrói ao longo do tempo. É inverter o quem você conhece para o quem conhece você.

Pode, em uma descuidada análise, parecer uma afirmação simplista, sem nenhum mistério ou segredo. Porém, além de um pensamento poderoso, é uma alteração de posicionamento que fará toda a diferença no curso da carreira do profissional do Direito.

ALGUMAS DICAS PARA SE TORNAR CONHECIDO:

1. Procure sempre ajudar aos outros para que tenham sucesso. Ao plantar dezenas de pequenos atos, grandes colheitas estarão ao seu dispor quando menos esperar;

2. Tenha suas idéias impressas constantemente. Trace um plano anual de publicação de artigos, guias e livros. Ser impresso é uma forma dos outros conhecerem você;

3. Fale em público sempre que possível. Quando falamos para um público, naquele momento somos uma espécie de líder. Como afirma Jeffrey Gitomer, "você pode não conhecer o público, mas ao final da exposição, o grupo todo conhecerá você";

4. Transmita conhecimento que agregue valor às pessoas ao seu redor. Seja generoso ao expor o que você sabe;

5. Desafie o senso comum e proponha novas maneiras de fazer o seu trabalho e da sua equipe. A inovação e ousadia são temperos especiais na construção de uma carreira brilhante;

6. Tenha atitude para resolver problemas. Não fique esperando que outros o façam. E se o fizerem, tome a dianteira para ajudá-los.

7. Apresente-se diante das pessoas com uma postura humilde e forte. A humildade permite furar couraças da presunção e a força deixa uma impressão positiva sobre você;

8. Separe meia hora por dia para pensar em sua carreira, em seus contatos, em preparar um conhecimento diferenciado e em agregar valor ao seu trabalho. Ao final de um mês serão 660 minutos e ao final de um ano, 7.920 minutos dedicados à sua carreira;

9. Durante uma exposição de idéias, use exemplos práticos e atuais. Converse com algumas pessoas da platéia antes de começar e retire delas conteúdo para usar naquele instante;

10. Defina metas para sua carreira e supere-as sempre que possível. Acredite, a maioria dos profissionais (e muitos de seus concorrentes) não planejam suas carreiras;

11. Aprenda a contar histórias. Seja em audiências, palestras, artigos ou mesmo em contatos pessoais realizados durante eventos;

12. Não seja um chato. Aprenda a exercitar a paciência e domar os lábios. Saiba que as pessoas adoram falar de si mesmas, então, ouça-as;


13. Projete uma imagem pessoal que gere confiança nas pessoas. Tudo importa. Roupas, gestos, vocabulário, interesse, atitude, suavidade e sabedoria. Pergunte-se: Qual imagem você tem de si mesmo? Provavelmente ela será a mesma que os outros terão de você;

14. Descubra o que há em comum entre você e as pessoas que o rodearem. Quanto mais cedo você descobrir, mais rápido as barreiras entre vocês cairão.

15. Gere informações valiosas para os outros. Informações úteis, informações que permitam a outras pessoas a se conectarem e fazerem negócios entre si.

Como se vê, uma reputação não se constrói com recursos financeiros, mas com conhecimento, dedicação e contatos valorosos. Sendo assim, cuide constantemente da sua, pois é ela que determinará como será o seu futuro.

E se as pessoas perguntarem: Pra quê fazer contatos? Responda: Ora, porque as melhores oportunidades não são ofertadas no jornal.

Elas estão na mente das pessoas que conhecem você!!!

fonte: www.estrategianaadvocacia.com.br